Segunda-feira, Novembro 27, 2006
A vida só vale a pena mesmo por causa dos relacionamentos. Viver sem conviver é, no máximo, sobreviver. E o sofrimento é inevitável, isso é fato. O negócio, então, é aproveitar mais e melhor os momentos de felicidade sem se preocupar com as lágrimas posteriores. Quem sabe até -por que não?- aproveitar as próprias lágrimas posteriores! E, sim, eu vou ficar pra titia, mas foda-se! Hidroginástica existe pra isso mesmo. O que é a arte de falar do óbvio, não é mesmo, minha gente?
Quarta-feira, Novembro 22, 2006
Há pouco tempo fui ali embaixo pra comer, depois de, por incrível que pareça, produzir uma coisa da qual me orgulhei. Meu irmão fazia um peixe na churrasqueira na companhia de meu pai e de dois amigos. Cerveja, bate-papo, Coca-Cola e hiperatividade numa terça-feira qualquer. Hiperatividade repentina, depois de tempos de cansaço e sono eterno que não pareciam querer ir embora. Minha mãe chegou logo depois, e conversamos quinze minutos intensos como não havia sido durante os bons últimos meses. A gente, quando quer, se entende demais e isso me deixa maravilhada. Estamos sempre aqui, perto, morando juntos e, na maioria das vezes, se esbarrando e se desentendendo. Mas família é isso, é sempre, é convivência. E ela, por mais difícil que seja, traz os maiores aprendizados. Não, não vivo dizendo isso, mas eu, de fato, sou muito ligada à minha família.
Domingo, Novembro 05, 2006
Muito oportuno da parte da colônia de cravos se instalar na região sardídica de minha face. Eu aqui, há um bom tempo, crente que tinha adquirido uma nova pintinha sensual, descubro que aquilo não passava de um amontoado de seres sanguessugas se aproveitando da inocência dessa pobre vítima do sistema. Agora, depois da batalha, possuo algo parecido com um vulcão em plena erupção no canto superior esquerdo da bochecha direita. Ai, como amo a natureza. :)
Sábado, Novembro 04, 2006
De repente, todas as músicas, sem exceção, passam a fazer sentido e se encaixam quase que perfeitamente na minha vida. Contraditoriamente, elas me ajudam a resignar de um jeito não muito confortável: todo mundo já passou ou vai passar por isso, por que diabo ia ser diferente comigo? Hahaha, é tudo tão cretino...