Domingo, Agosto 13, 2006

Divisível por dois

Ela nunca foi de dividir. Dialogava consigo mesma, se resolvia e ia, sem nem avisar. Tinha gente que queria, tentava e ela não dizia. Sentia, só pra ela, sozinha. Nem desconfiava, mas o agora dono do frio-na-barriga sabia. Só ele via, nos olhos dela, o que é que ela queria. Chegava perto e ela tremia, soltava um sorriso frouxo, falava menos ainda e fingia. Que há, minha menina? Desorientada, nada, respondia. Na verdade, o que havia era indizível... ele correspondia.


Pro 32° Concurso Maldito

Marina @ 02:22.