Terça-feira, Maio 23, 2006

Os cabelos vermelhos e ondulados voando soltos.
As curvas do horizonte intocado tocadas pelo belo pôr-do-sol.

Por um segundo, tão livres, tão rebeldes, tão eles...
Em seguida, tão estranhos, amansados pela mão, pelo arado do pente, pela máquina que recorta.

E vem a estrada, e vem o prendedor, e vem a química que mantém eles assim, aprisionados.
E todos aplaudem sem saber. Sem sequer se lembrar de como era boa a sensação de não precisar amarrar.


O pente do civilizado
Amansa a Terra do cabelo duro.


Pensamento construído por seis mãos.

Marina @ 19:23.



Segunda-feira, Maio 22, 2006

Resolveu se matar no dia em que percebeu que perdera a capacidade de surpreender.

Marina @ 08:55.



Segunda-feira, Maio 15, 2006

Eu quero ouvir alto, mas é tarde.

Marina @ 22:14.



Sexta-feira, Maio 12, 2006

Tá, vai. Me abraça?

Marina @ 22:02.





Continuo repetindo que é só uma fase e que vai passar.

Marina @ 21:23.



Quinta-feira, Maio 11, 2006

De tanto rodar, um dia o camundongo enlouquece.

Marina @ 23:17.



Sábado, Maio 06, 2006

Se eu pudesse mesmo, de verdade, eu diria que quero.

Marina @ 22:42.