Quinta-feira, Janeiro 12, 2006

A carta nunca entregue.

O tênis furado, a calça rasgada, o moicano colorido que perdera o corte e a cor, o boné velho, as mãos sempre suadas, o olhar inocente, a perspicácia, a risada fora de hora. Tudo isso parece existir mais em mim do que em você.

Agora, tudo que vejo é uma figura coberta por uma neblina de uma substância que desconheço. Não te reconheço. Não entendo o que diz, o que veste, como olha, como gesticula. Não sei mais o que pensa, o que quer, o que sente. Há uma raiva e uma arrogância incompreensivelmente impregnadas no seu corpo. Não sei quem é você.

Egoísta que costumo ser, já me culpei durante um bom tempo por essas mudanças. Cheguei a pensar que eu te transformei no que é hoje. Pensei em conversar, em brigar, até em te bater. No final, entendi que o problema não é meu, mas em mim.

O problema é a minha incapacidade de enxergar que aquele que um dia foi meu melhor amigo, meu irmão mais novo, meu filho, meu primeiro amor, já não vive mais, mesmo que alguém bem parecido continue circulando por aí.

Prova mais que empírica de que os tais mortos-vivos de fato existem.


Pra continuar aquela conversa...
Que não terminamos ontem.
Ficou pra hoje.


Cássia Eller - All Star

Marina @ 02:24.



Domingo, Janeiro 01, 2006

Sorri. Olhei pela janela. Senti a música. Respirei fundo e guardei a boa sensação de que momentos felizes estavam por vir.

FELIZ ANO NOVO, CAMBADA!


Deixe-se acreditar, nada vai te acontecer.
Tudo pode ser, nada vai acontecer, não tema.
Esse é o Reino da Alegria.


Mombojó - Deixe-se Acreditar [NO TALO!]

Marina @ 14:54.