Quarta-feira, Abril 27, 2005
E junto com a batida, vai meu corpo. Como se o monte de ruídos combinados tomasse vida e invadisse de propósito minha alma e matéria.
Cantar e cantar e cantar
Domingo, Abril 24, 2005
Era uma vez, uma menina que resolveu acreditar no destino.
Could I have missed my chance,
Quarta-feira, Abril 20, 2005
_ Alô?
Pra que tanto telefonema...
Björk - Scatterheart
Segunda-feira, Abril 18, 2005
Existem vários bichos e eles são divididos em espécies.
People in every direction...
Manu Chao - Me Gustas Tu
Sábado, Abril 16, 2005
[Marina ergue o braço, humildemente, pedindo a palavra]
Não sabe, não sabe...
Cordel Do Fogo Encantado - Chover
Quinta-feira, Abril 14, 2005
Muito freqüentemente, as pessoas me perguntam que graça eu vejo em passar horas e horas na Internet. A verdade verdadeira é que nem eu sei ao certo a resposta.
É preciso força...
Los Hermanos - Além Do Que Se Vê Quarta-feira, Abril 13, 2005
É impressionante essa história de globalização. As notícias correm mais rápido do que em cidade do interior, quando alguma mocinha engravida.
Vamos fugir...
Lulu Santos - Toda Forma de Amor
Domingo, Abril 10, 2005
FIGHT! FIGHT! FIGHT!
Essa onda que tu tira, qual é?
Incubus - Shaft
Quarta-feira, Abril 06, 2005
Inspira e expira sem se dar conta. Uma sanfoninha sobe e desce. Faz isso há bastante tempo. A vida já não se justifica mais.
Adeus, você...
Esse texto já faz parte do Tsunami Blogueiro. O tema dessa semana é Eutanásia. Escreva você também e entre nessa onda supimpa!
Los Hermanos - Adeus Você Sexta-feira, Abril 01, 2005
Certa vez, um Rei resolveu fazer uma brincadeira para comprovar seu poder. Para isso, ordenou que o vidraceiro confeccionasse um cubo, vazio, e convocou todos os habitantes do pequeno reino para um grande banquete.
If I hadn't made me...
E não só pelo ouvido. A tal vida toca a pele e os pêlos arrepiam. Como se alguma freqüência, perdida no meio do emaranhado de ondas, atingisse meu sistema nervoso e me fizesse querer largar tudo pra balançar.
Lá dentro, em algum lugar perto do peito, sinto uma pontada. Daquelas parecidas com de amor. Uma emoção que traz água aos olhos e sorriso bobo à boca.
A emoção não só me faz ter vontade de gritar, pôr a sensação pra fora através das palavras, mas vontade de que elas saiam ritmadas, belas, agradáveis.
E elas saem. E de dentro pra fora, gradativamente, elas fazem o ambiente se tornar repleto de harmonia. De sentimento. De inconsciência. De som.
Por alguns minutos, não se pensa. As pálpebras se abaixam e as cordas vibram. Tudo vibra. Tudo parece certo. Como se o universo inteiro coubesse em um compasso.
O compasso e o coração são um só. Ambos tocando juntos, num casamento perfeito. Música e amor. Par inseparável.
a beleza de ser um eterno aprendiz.
Gal Costa - Assum Branco
Ela caminhou no meio da multidão. Decidiu que o que tivesse que acontecer, aconteceria. Os rostos passavam por ela despercebidos. Não queria e não precisava prestar atenção neles. O único rosto que importava pertencia a um ilustre desconhecido que a conheceria. Então, ela continuou.
Nem por isso, ela deixou de ficar ansiosa. Uma estranha adrenalina corria em suas veias. Talvez fosse a incerteza que provocava tamanha sensação de insegurança. Ela estava ali, vulnerável, pronta para o inesperado. E ela esperava. Por mais irônico que possa parecer, a pequena menina esperava o inesperado.
Sentou-se na areia como amava fazer, principalmente em noites perfeitas como aquela. Céu estrelado, horizonte inexistente, espuma branca, brisa suave. Era melhor esperar ali. Cantarolava, vez ou outra. Emocionava-se, vez ou outra. Tentava se distrair, vez ou outra.
Escreveu seu nome na areia, como fazia quando criança. Aliás, escreveu somente metade dele. "Mar". Ah, como ela amava o mar, aquela menina. Ele era misterioso e transparente, ao mesmo tempo. Constante e turbulento. Imprevisível e sedutor. As dualidades fascinavam a garota do mar... Sim. Ela se distraiu.
Mas a espera deixou de fazer sentido. O destino não podia ser tão leviano e não deixar nenhum sinal. A ansiedade já havia virado angústia. Ela precisava de uma prova de que aquilo fazia mesmo sentido. "Quando o mar apagar o Mar, eu vou embora". E, assim, o tempo passou. E a maré subiu.
Até que ela viu um vulto caminhando em sua direção. Coração disparado. Mãos suadas. Pele queimando. Era um moço. Um moço de camisa amarela. Ele chega cada vez mais perto. Muito perto. A água apaga as letras. E o moço passa. Passa. Passa. E se vai. Uma lágrima escorre no rosto da menina. Ela se levanta. E corre pra casa.
Era uma vez, uma menina que resolveu acreditar no destino... E descobriu que seu destino era terminar sozinha.
and watched you walk away?
Incubus - Wish You Were Here
_ Ei. A Marina está?
_ A Marina viajou.
_ Ahm... Tá.
_ Quer deixar recado?
_ Não, não. Finge que eu nem liguei.
_ Ó.
_ É. Tchau.
_ Tchau, ué.
Tu, tu, tu, tu, tu, tu, tu, tu, tu, tu, tu, tu...
Se o homem inventou o avião.
Pra você chegar mais rápido...
Ao meu coração.
Um desses bichos é a formiga e uma das espécies é a "formiga-fantasma". Acontece que meu quarto é povoado por essas pequenas e numerosas criaturas.
Elas me intrigam, deveras. São minúsculas, quase que invisíveis, e, ainda assim, devoram todo resto de comida que eu, invariavelmente, deixo pelos cantos. Elas não são nem um pouco seletivas: comem cereais, carne, resto de bolo, resto de suco...
Resto de suco, vejam só!
Sempre me perguntei se as formigas bebiam algo e, através de experiências, pude observar que ou elas de fato bebem ou simplesmente gostam de se refrescar.
É porque... Eu tenho um aquário. Com peixes de vidro, diga-se de passagem. Cidadã responsável que sou, coloco sempre uma dose de cloro no troço pra num dar dengue. E num é que as formigas atacam a água?
Isso só faz aumentar a minha dúvida, afinal, abre outra possibilidade - a água sanitária está para as formigas assim como o ópio está para os chineses.
Teriam as formigas evoluído de modo que agora elas bebem água? Seria a água sanitária um potente inseticida? Teria eu deixado cair algum pedaço de comida dentro do aquário? Seria o aquário um Resort? Deveria eu estar fazendo a resenha de Filosofia ao invés de ficar falando asneira aqui?
Vou ali mandar um e-mail pra Universidade de Massachusetts e ver se eles subsidiam minhas pesquisas.
No words exchange, no time to exchange.
When all the little ants are marching...
[Marina caminha devagar até o microfone]
[Marina dá leves tapinhas nele pra testar o som]
[Marina começa a falar]
Er... Oi.
[Marina dá um singelo tchauzinho pra alguém]
Queria só esclarecer algumas coisas que vêm sendo ditas sobre mim. Eu, de fato, sou uma menina, com "a" no final, mesmo que insista em me auto-denominar Macaco, com "o" no final.
Posso, inclusive, comprovar que sou do sexo feminino. Já chequei mais de uma vez se havia um bingulim em mim, ou não. E... A verdade é que eu tenho uma conchinha ao invés de uma mangueirinha. Juro. Por mais que tentem provar ao contrário.
Fui clara?
Enfim... Aproveitando a oportunidade, queria explicar uma outra coisa.
Mais uma vez é sobre o Tsunami Blogueiro. Essa idéia maravilhosa, que originalmente não foi minha e sim do Eriquico, já está rendendo bons frutos.
É o seguinte: toda semana, um tópico é escolhido e, quem se interessar, escreve sobre ele em seu respectivo blogue. Assim, temos a oportunidade de, ao mesmo tempo, vermos diferentes pontos de vista sobre o mesmo assunto. Intertextualidade.
À propósito, o último tema é Relações na Internet.
Algumas pessoas estão com verdadeira dificuldade de entender isso. Talvez da próxima vez eu volte aqui com uma prancheta e desenhe um esqueminha.
Obrigada pela atenção e tal e coisa.
Tchau.
[Marina sai delicadamente]
Vai ter que aprender.
Sendo racional, chego à conclusão de que eu realmente não faço muita coisa por aqui. Pra ser sincera, minha vida virtual se resume em MSN-Blogs-Orkut. De vez em quando, uma pitadinha de iSketch, ou Kazaa, ou algo parecido. Mas, no batidão, é só isso mesmo.
Muitos dizem que eu sou preguiçosa e que eu só fico sentada aqui por não ter ânimo pra fazer outras coisas. Isso não é mentira, mas, de fato, não é o único motivo.
É mais ou menos o seguinte... Tudo começou despretensiosamente. Precisava arrumar algo pra fazer no meu tempo vago.
Desisti da televisão, depois de longas batalhas, e passei pro computador. Cansei de jogar Campo Minado e, por fim, criei esse treco que costumam chamar de blog. Vez ou outra, largava algumas bobagens escritas nele e lia algumas bobagens, nem tão bobagens assim, que as pessoas escreviam nos seus. E a coisa foi evoluindo, o que quer que isso queira dizer.
A questão é que através dessa ferramentinha eu conheci pessoas fantásticas, que nem sonharia em ter contato na "vida real". Primeiro porque a maioria mora longe. Segundo porque quem vê cara não vê coração, se é que vocês me entendem.
Não vou discorrer sobre as vantagens e desvantagens desse troço. As relações estabelecidas aqui não são menos complexas do que as estabelecidas no plano "empírico", haja visto que os atores principais de ambas continuam sendo os complicados e ambíguos seres humanos.
Digo, esse papo de que por não existirem barreiras como a aparência, por exemplo, as pessoas fingem ser quem não são... Esse discurso não cola comigo. Mesmo com as tais barreiras, ou seja, na "realidade", as pessoas podem ou não fingir ser algo que não são.
Eu prefiro deixar essas teses especulativas de lado e tento aproveitar tanto a riqueza dos tocáveis quanto a dos intocáveis. Até porque, cada dia mais, eu descubro que as pessoas são maravilhosas. E, como já disse aqui, agradeço por me relacionar com elas, mesmo que seja só por essa tela fria.
Pra sonhar. E perceber...
Que a estrada vai além do que se vê.
O Tsunami dessa semana é metalingüístico: Relações na Internet.
Uma mulher do Cafundó do Judas dá uma entrevista gaguejando e, já-já, vira ícone nacional. A briga judicial de uma família, em uma terra distante, vira polêmica por toda parte. Um líder religioso morre e, de repente, a TV parece a escadaria da Igreja do Bonfim.
Coisa de louco, meu.
Fico imaginando quando a Xuxa, que tá aqui pertinho de nóis, morrer.
Juro. Juro por Deus, que vou dar um jeito de ir pro Himalaia quando isso acontecer. Porque, sério, nem o feriado extraordinário, que eles vão declarar, vai compensar o blablablá que vou ter que agüentar.
Posso até ouvir o "I-lari-lari-ê" tocando infernalmente em cada estabelecimento comercial.
Nhaffe.
Alguém, por favor, meta a Xuxa no formol I-M-E-D-I-A-T-A-M-E-N-T-E. Para o bem geral da nação.
Se não...
Desse lugar, beibe.
Sábio foi Veríssimo quando disse, em sua crônica "Perigo":
"Todos nós sabemos como o excesso de autoconfiança pode ser desagregador, principalmente em locais públicos. As pessoas com controle sobre as suas próprias vidas são geralmente as que nos empurram, buzinam atrás de nós no trânsito e furam a fila do cinema."
Não é muito difícil de se encontrar, principalmente nos dias de hoje, pessoas que se acham melhores que as outras. Elas estão espalhadas por todos os lados. Nas padarias, nas empresas, na rua, e, porque não, na internet.
Tem nêgo que só porque tem um blog descolado e publica suas doses de sarcasmo diárias acha que pode menosprezar os outros. "Eu sou esperto, tenho amiguinhos espertos e todo mundo baba meu ovo."
Ah, me poupe.
Alguém precisa dizer pra esse povo que não é bem assim que as coisas funcionam. Nós NÃO somos tão importantes quanto pensamos que somos. E nós NÃO somos essenciais, insubstituíveis e tão melhores assim.
Pra você, metidinho a gostoso, que se acha o mais sagaz e interessante dos seres humanos, uma palavra: MENOS.
Gente assim é que, mais cedo ou mais tarde, morre com um tiro endereçado na cabeça.
Sejamos macacos humildes. Porque é o melhor a se fazer.
Essa marra que tu tem, qual é?
Tira onda com ninguém, qual é?
Qual é, neguinho? Qual é?
Não há vento no rosto. Não há risada. Não há lágrima. Não há beijo na chuva. Não há chuva, sequer. Não há música. Não há som, além do ruído insistente de um aparelho. Não há dança. Não há movimento. Não há abraço. Não há amor.
Amor, só do lado de lá. Amor egoísta. Que quer pra si. Quer demais. Não pode e não consegue perder. E prende. Prende. Prende. É por amor.
E enquanto isso, a sanfoninha sobe e desce. Sem sentido. Sem sentir.
Inspira... Expira... Inspira... Expira...
Eu hoje vou pro lado de lá.
Eu tô levando tudo que é meu,
que é pra não ter razão pra chorar.
Vê se te alimenta e não pensa
que eu fui por num te amar.
Quero ver você maior...
Meu bem...
Pra que minha vida siga adiante.
*Explicando*
GENTE... Não existe um blog do Tsunami Blogueiro. Quem quiser, escreve sobre o tema da semana e posta no SEU PRÓPRIO blog. Compreendido?
Apresentou a caixa de vidro para os servos, nobres e religiosos, dizendo que aquele era um presente divino que recebera. Dialético que era, convenceu a todos de que havia uma criatura presa naquela redoma, porém, somente o soberano era capaz de vê-la. Esse "animal" fora enviado para aconselhar o déspota, e todos deveriam respeito e devoção a ele.
O pedido do Rei foi fielmente atendido e o bicho invisível passou a ser adorado e a "ditar as leis por lá".
O vidraceiro, só ele além do brincalhão real, conhecia a verdade e, inclusive, tentava convencer algumas pessoas disso. Em vão, é claro.
Eis que um dia, uma epidemia atinge a população e todo mundo morre. Do mais devoto camponês, até o herege vidraceiro que conhecia a verdade.
Er. Fim.
I would've been made somehow.
Zeca Baleiro - Heavy Metal do Senhor